March 2013
2 posts
Listenalcalino: that the wind, when it blows, it is...
Mar 31st
1 note
Capítulo 34 (ii)
chovia (a chuva lembrou-me nick por mais tempo do que eu consiga lembrar). nick vestia sua velha regata e, como se o mundo trabalhasse contra minha intenção, meu par de calças favoritas. eu estava descalça, com os calcanhares pintados e um apartamento cheio de luz.  - tenho te visto todas as tardes à dez dias e em todas tentei lhe dizer adeus. é provável que eu nunca consiga de fato, mas, hoje,...
Mar 15th
1 note
February 2013
3 posts
Feb 23rd
551 notes
Capítulo 35
Garrel tinha amigos elétricos, gritantes. Uma vez um entrou no apartamento decidido a tornar-se luz. Disse que escutava uma voz mesmo quando tudo fazia silêncio. “Escutem!” Ele disse, “Ela disse que consigo, que vou virar”. E aí se pôs a correr e pular no sofá. Eu ria - era mais um desses amigos que nunca soube o nome, mas sempre amei. Garrel correu até ele e gargalhando, beijou-lhe a bochecha. ...
Feb 10th
Capítulo 34
Nick nunca me sorriu como eu imaginei que sorria, acabei por perceber. Era tão fruto da minha mente quanto eu era da dele. Em abril, o disse que tinha pensado muito e que, mesmo que nunca conseguisse, vinha tentando deixar de vivê-lo. Foram dias silenciosos. Seguimos como se eu não tivesse dito nada, mas tinha; e até o passarinho na janela cantava o fim. Nunca nos despedimos de fato. Éramos...
Feb 10th
September 2012
1 post
Capítulo 33
Passei o que mais me pareceu um sonho inteiro brincando de fazer sombras na pele descoberta de Garrel antes dele acordar. Abriu os olhos, vermelhos, e sorriu. “Que é que você tá pensando agora?” Pergunta. “Que as tuas costas são o espaço exato da minha árvore favorita” Sorriu e fechou os olhos, outra vez. Imaginei-o sonhando com a árvore que por vezes eu havia lhe descrito. Fazia um sol bonito,...
Sep 9th
June 2012
1 post
Capítulo 32
Voltei a Paris, certa vez. Stella recitaria três poemas na Clinton e eu queria mais do que tudo estar lá. Fiquei no apartamento de minha mãe, que por hora estava viajando. Era um apartamento bonito, as paredes envolvidas por flores, diplomas e cheiros que eu achava ter esquecido. Não se parecia em nada com os lugares que vim a morar depois que me mudei. No meu antigo quarto, achei a regata que...
Jun 18th
May 2012
1 post
Capítulo 31
O chamávamos de Topo do Mundo e, quando a cidade inteira sucumbia a preguiça, íamos até lá. Levávamos todas as folhas de jornal que conseguíssemos achar e ficávamos sentados lá, entre falas e silêncios, fazendo aviões de jornal com nossos nomes dentro. Cada atirar era um segredo, um pensamento, ou um trago de bebida. Ficávamos lá até a lua dividir o mesmo céu que o sol e então descíamos pra rua,...
May 20th
1 note
February 2012
1 post
Feb 25th
October 2011
1 post
Capítulo 30 - Ensaio
Alice tinha os olhos castanhos, azuis e quase sempre lilás. Tinha corpo de menina e alma de quem já viveu. Viveu em mundos longe desse, alegres ou tristes, eu não saberia dizer. Levou-me para o sul, para o norte e um pouco mais além. Bebemos tinha guaxe até congelar o ser e juramos nosso amor enquanto o sol foi dormir. Ela reluzia e saia para voar. Chamou-me algumas vezes.. Agora está por...
Oct 9th
2 notes
June 2011
2 posts
Capítulos 29
“Como ele é, pra você?” Garrel me pergunta. Está sentado sob um baixo muro de pedra; Os pés mergulhados no lago onde estou. “Ele tem tons d’um azul tão forte qu’eu nunca pude realmente ver seus traços. Os pés sempre no ar.. É uma explosão de fogos de artifício e todas as copas de árvores que me cruzam o caminho.” A correnteza brinca com minhas veias e roça-me os anseios “Só não me pergunte...
Jun 19th
2 notes
Capítulo 28
Stella está sentada em seu café favorito lendo contos de Poe. Observo-a de longe, sem a intenção de me aproximar; gostava de vê-la quieta, assim, como se nada existisse. Um homem se aproxima, “Porque és tão quieta?” Ele pergunta. Ela vira outra pagina, olha-lhe nos olhos. “Sou triste.” “Também sou.”
Jun 18th
2 notes
May 2011
1 post
May 28th
1,568 notes
March 2011
1 post
Capítulo 27
Querido Nick, Eu aceito.
Mar 7th
1 note
October 2010
2 posts
Capítulo 26
O meu lugar favorito em toda a Alemanha se chama Insônia. Tem as paredes cor de cinza e todo dia, às 04h06 da manhã, toca “Whe I grow up” do Fever Ray. Costumávamos ir lá, às terças. Eu, Garrel e seus três amigos (cujos nomes eu nunca soube). Esperávamos o cuco, que ficava na parede perto do bar, cantar seu nome quatro vezes e então bebíamos um vinho barato; que sempre chegava ao fim antes do...
Oct 24th
4 notes
Oct 20th
495 notes
July 2010
2 posts
Capítulo 25
O relógio finalmente bate as duas badalas pelas quais tanto anseio ouvir. Abres a porta. Tuas mãos guardam cicatrizes tão belas.. És magra, tem a pele alva, e ainda guarda o cheiro mais fresco do mundo nos cabelos. Leva-me até a sala; a parede coberta por cartas direcionadas à mim e uma árvore com folhas em formato de palma “Ainda pinta?” pergunto-lhe. “Ainda guardo um ...
Jul 5th
2 notes
Capítulo 24
Pequena Sarah, Há cinco dias venho até tua porta; sempre às duas da manhã, como nos era de costume, mas não tenho coragem de bater. Pensamentos sobre como não moras mais aqui me corroem e posso, até mesmo, vê-la embarcando em um avião. Cada dia dói-me mais aquela dor que só teu sorriso sabe curar.. Pergunto-me se a dor me desconfigurou tanto o rosto que não me reconheceria mais. Ou se só se...
Jul 5th
1 note
June 2010
1 post
Capítulo 23
Embarco no trem. Nada além de meus cigarros cobertos por desenhos d’uma tinta ainda fresca me acompanha. O trem é enorme, mas a cabine é pequena; apesar de só ter um outro alguém, me resta apenas um lugar. O sol escorrega pela janela, já estamos a três horas da frança. Ele ainda não travou nenhum contato visual, lê A Metamorfose de Kafka. - Se incomoda s’eu fumar? - Digo após um...
Jun 5th
3 notes
May 2010
3 posts
Capítulo 22
Olho-te e o espaço entre nós é tão grande qu’eu poderia cair. Como era mesmo que nossos suspiros conseguiam se encontrar? Sorrio. É um sorriso torto, mas sabes que é só teu. Pr’onde foi o agora? Pr’onde foram todos os estalos? (Nick lembrava-se de tudo, mas minhas memórias haviam transbordado.. Caíram em um parapeito qualquer). Deixamos nossos corpos descansando sob algumas folhas...
May 23rd
Capítulo 21
   Finalmente o sol nasceu e Stella pode ir me encontrar. As noites cada vez mais longas não eram o suficiente para fazê-la dormir. Como eu também não dormia há muito, nenhuma de nós sentiu-se desconfortável quando pigarros eram a única coisa quebrando o silêncio.    Não era um encontro vazio, no entanto. Nada era vazio em nossa relação e a falta de palavras preenchia nosso amor como nada...
May 17th
Capítulo 20
É o último dia de setembro, faz-se uma linda manhã. Cores d’um tom lilás entram pela janela e você me abre um sorriso tão encantador que tenho que lhe morder os lábios. Cobre-nos a cabeça com lençóis. - Quero ser tua felicidade - Digo-lhe - Só quando você for feliz
May 10th
March 2010
1 post
Capítulo 19
“Posso lhe encontrar na terça”, falei, “quando o mundo inteiro se calar” “Certo, onde você vai estar?” “Eu te ligo” Ambos sabíamos qu’eu não ligaria. Nick havia nos deixado há muito. Acordei uma manhã com a notícia de qu’ele havia ido para o sul escrever poesias, e só. De qualquer forma, sua voz estava abatida e marcar possíveis planos sempre o fazia sorrir. “Quer chá?”
Mar 9th
February 2010
3 posts
Feb 28th
Capítulo 17
Quando sua relação com Theo estava ficando conturbada, Stella disse-me que iria passar alguns dias no apartamento de uma prima em Versailles. Assim, no décimo oitavo dia de novembro, o fez. Estava sentada em um banco de madeira quando ele se aproximou. Sabia que seu nome era Gustav, pois sua prima os havia apresentado há algumas noites. Os seus dentes tremiam e ele lhe deu seu cachecol. Disse...
Feb 26th
Capítulo 16
Estava em minha quinta xícara de café quando me ligou. Tinha a voz cansada, triste. Contei-lhe sobre os fins goles de café, sempre acompanhados por um gosto de baunilha, que tinha encontrado ali na Clinton; disse-me que estava indo pra lá. Assim que entrou, vi-me perdida em teu cheiro de melancia e cabelos limpos. Vestia um suéter cor de gelo e amarelo e tinha todo o arco-celeste escapando pelos...
Feb 20th
1 note
January 2010
7 posts
Capítulo 15
Stella vestia um doce tom de azul, contrastando com o tronco nu de Theo. Theo tinha a mão em sua cintura e encarava o espelho em frente à deles. Observava suas silhuetas. - Que há contigo, Theo? - Um mundo de coisas, Stella. Você sabe… - Não, Theo, eu não sei. Não ligo para essas ou para aquelas coisas. Nada disso importa agora.  Theo se pôs diante de Stella, acariciava-lhe o rosto –...
Jan 29th
Listen // ]] // ]]]]>]]> “let’s go home...
Jan 17th
Capítulo 14
Um ar de melancolia alcoólica pairava sobre Nick. Olhava o céu por entre galhos, deitado sob folhas de tons vermelhos e amarelos. Mantinha a lembrança de um fraco riso sob os lábios, era o quinto dia de outono. “Sarah trazia-me todo o nervosismo e a falta de fala desse mundo. Quando punha-me a olhar para ela, ela praguejava e tampava o rosto com aquelas pequenas mãos. Era então que eu mais a...
Jan 16th
Jan 3rd
1 note
Capítulo 13
Olhou-me nos olhos e com todo o polir que lhe cabia, abriu a porta do café. Não o conhecia e naquele ponto me perguntava por onde andava aquela face. Nunca a tinha visto por essas ruas. Estava sentada à mesa com Stella e David. Conversávamos sobre todos os momentos que outrora compartilhamos. Entre o mar que viu-nos nus e o albergue em Amsterdam, recebi um guardanapo. “Quero você em todo...
Jan 3rd
2 notes
Capítulo 12
Estou deitado em frente a tua varanda há tempo suficiente para julgar-me sóbrio por uma vida inteira. Você sumiu, Sara. Cinzas e saudades, Nick.
Jan 3rd
1 note
Capítulo 11
Escapei de Cardiff na segunda cerveja do terceiro bar. A cerveja não era boa e a inconveniência lhe escapava pelos poros. Me dirigi ao banheiro mais próximo e em um impulso escrevi com um batom as letras agá, ele e pê na parede. Todos os dias soavam como adequados últimos dias e um notável talento de despertar os piores defeitos em desconhecidos vinha me acompanhando. Sentei-me enfrente ao...
Jan 3rd
1 note
December 2009
4 posts
Capítulo 10
Havíamos levado cervejas, cigarros, e um som azul ao parque. Queríamos ficar próximos a velha arvore, mas Stella insistiu, com palavras, que procurássemos por novos cantos. Com os olhos, mostrou-nos que não queria lembranças daquele lugar com um alguém que não o Ian. Repousamos-nos então, sob um grande campo, sem flores, sem árvores. Tocava Aurora do Foo Fighters. Eu estava deitada, sentido o...
Dec 24th
Dec 24th
1 note
Capítulo 9
Era o décimo quinto dia de novembro quando Nick sugeriu que fossemos para a Alemanha. No décimo oitavo, estávamos em Munique. - Quero ir à Augsburg, conhecer a cidade de Amadeus. – Nick falou, em meio a lutas contra o seu sorvete de baunilha. O próximo trem para Augsburg só sairia daí a um dia. Nick sugeriu que alugássemos um carro, chegaríamos a Augsburg dentro de algumas horas. Não chegamos....
Dec 15th
Capítulo 8
Stella vestia uma camiseta do Sonic Youth, que lhe caia dois palmos acima dos joelhos; por baixo, uma meia-calça preta. Eu a acompanhava. Vestia a camisa social que Nick me dera e uma meia-calça branca com rasgos irregulares sob meus joelhos. Nick vestia o seu paletó berinjela e Ian calçava um par de tênis amarelos. Estávamos sentados na calçada e, fora a lua e as estrelas, nossas únicas fontes...
Dec 3rd
1 note
November 2009
2 posts
Capítulo 7
Olhava, aflita, os borros de tinta que inundavam a tela a sua frente. Podia senti-lo a encarando. Logo ali, sentado na poltrona de veludo vermelho, a sua esquerda. Fingia estar entretido com um livro qualquer, mas a cada virar de página, ou gole de vinho, seus olhos se punham sobre ela. “Pare de me encarar. Assim não vou ser capaz de produzir mais que borrões de tinta.” Ela falou, mordendo a...
Nov 14th
Capítulo 6
Conheci Ange na porta à esquerda do segundo andar do prédio envernizado, próximo a locadora. Sessenta e quatro latas de cerveja de três euros, vinte e uma garrafas de vinho e doze de champagne; e próximos ao cinzeiro, dois canecos de chá com canela. Ele era todo olhos e experiência, vestia uma jaqueta de couro preta. Algo nele me lembrava o Nicholas e não pude evitar um sorriso quando Elliot nos...
Nov 7th
1 note
October 2009
9 posts
Capítulo 5
Sempre havia negado essa possibilidade e agora ali estava ela. Partindo-me o coração, se é que assim posso dizer. Meu querido Nick havia me deixado. Depois de quatro anos, cinco dias, um estúdio e muito medo, ele não agüentou. Sempre tive aquele medo como algo que me cativava. Uma prova de amor, talvez. Céus, como fui tola! Devia ter praguejado e enterrado aquele medo há muito tempo! Chovia a uma...
Oct 31st
1 note
Listen “whatever it takes, I’ll make your...
Oct 8th
Capítulo 4
Querido Nick, A argentina continua linda. Hoje fui esquiar com a Stella. Ao contrário dela, sou péssima com esquis e agora estou com band-aids coloridos em todas as partes do meu corpo. Foi divertido. Escrevi seu nome na neve, com gravetos, como lhe disse que faria. O chocolate quente daqui é fantástico, mas é o conhaque que me lembra você. Está muito frio aqui, agora as pessoas realmente...
Oct 8th
Capítulo 3
O parque estava vazio, chovia. Como eu não carregava bolsa, Nick teve que cobrir as poesias com a sua blusa xadrez. Eu o abraçava. Protegia seu tronco nu da chuva enquanto esperávamos a fila andar. Entramos, a cabine era azul com um banco circular no centro. Estávamos a sós na cabine. Abrimos o vinho. Três goles por poesia. “Jamais deixa o lodo de ser lodo, E a estrela de ser estrela. Mas basta...
Oct 6th
“A Cafeteria Clinton era bacana. Se você não tivesse muito dinheiro, deixavam...”
Oct 6th
Oct 6th
3 notes
Capítulo 1
- Ei, Ande logo com isso. Eu estava amarrando o meu recém adquirido par de all-star amarelo quando ela saiu do banheiro me apressando. Era uma mulher incrível. Cabelos ruivos e olhos azuis. Provavelmente um dos olhos mais bonitos que eu já tinha visto, e olhe que eu prefiro olhos cor de mel, ou negros. Conheci a Stella na Escola de Belas Artes há pouco menos de um ano e agora dividíamos um...
Oct 6th
Oct 6th
Capítulo 2
Vi Nick se afastar da cama, vestir um moletom e escrever “Não se levante” no quadro branco. Vivíamos em um grande estudio, então fiquei o observando andar de um lado para o outro por 27 minutos. Carregava uma bandeja com torradas, café, e poesias. Sentou-se ao meu lado e com um de seus melhores sorrisos falou “Passaremos as próximas vinte quatro horas nessa cama e você não tem o direito de...
Oct 6th