O chamávamos de Topo do Mundo e, quando a cidade inteira sucumbia a preguiça, íamos até lá. Levávamos todas as folhas de jornal que conseguíssemos achar e ficávamos sentados lá, entre falas e silêncios, fazendo aviões de jornal com nossos nomes dentro. Cada atirar era um segredo, um pensamento, ou um trago de bebida. Ficávamos lá até a lua dividir o mesmo céu que o sol e então descíamos pra rua, procurando os aviões e acabando com a bebida que havia restado. Nick sempre dedicava cada um de seus aviões achados a uma pinta de meu corpo e Stella os transformava em presentes em formato de chapéu. Já eu, não conseguia nem respirar de tanto que sorria, quem dirá achar um de meus aviões.