Um ar de melancolia alcoólica pairava sobre Nick. Olhava o céu por entre galhos, deitado sob folhas de tons vermelhos e amarelos. Mantinha a lembrança de um fraco riso sob os lábios, era o quinto dia de outono.
“Sarah trazia-me todo o nervosismo e a falta de fala desse mundo. Quando punha-me a olhar para ela, ela praguejava e tampava o rosto com aquelas pequenas mãos. Era então que eu mais a amava. Criava jogos bobos onde todas as regras a favoreciam.” - Sentou-se e pegou o vinho que Theo lhe oferecia. - “Se Ian não estivesse no Sul, falaria agora que formávamos um belo casal. Eu então concordaria e falaria que nos amávamos com o amor mais bonito desse mundo. Um dia, voltando pro estúdio, pus-me a acelerar o carro e encara-la. Ela falou ‘Já não basta insistir em me encarar quando estamos sentados em algum banco, agora vai querer também qu’eu morra com teus olhos sob mim?!’ Eu não conseguia me cansar de olha-la”
“Não existiria tempo o suficiente para lhe cansar, Nick” Respondeu Theo, terminando o vinho.