1818

"Sem presumir do futuro o que sairá daqui, nada ou quase uma arte" Mallarmé (Un Coupe de Dés).

pluto, alcalino, blogspot

Capítulo 25

O relógio finalmente bate as duas badalas pelas quais tanto anseio ouvir. Abres a porta.

Tuas mãos guardam cicatrizes tão belas.. És magra, tem a pele alva, e ainda guarda o cheiro mais fresco do mundo nos cabelos. Leva-me até a sala; a parede coberta por cartas direcionadas à mim e uma árvore com folhas em formato de palma “Ainda pinta?” pergunto-lhe. “Ainda guardo um galho para tuas mãos, sim”

Posso ver borros de tinta em teus pés. Vertigem sobe-me a espinha. Se ao menos soubesse o quanto queria lhe dar o sol..