<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>“Sem presumir do futuro o que sairá daqui, nada ou quase uma arte” 

Mallarmé (Un Coupe de Dés). 

pluto, alcalino, blogspot</description><title>1818</title><generator>Tumblr (3.0; @rivrview)</generator><link>http://rivrview.tumblr.com/</link><item><title>alcalino:

that the wind, when it blows,it is older than rome...</title><description>&lt;iframe class="tumblr_audio_player tumblr_audio_player_46723297440" src="http://rivrview.tumblr.com/post/46723297440/audio_player_iframe/rivrview/tumblr_mbg6vgqoRm1qb0ljx?audio_file=http%3A%2F%2Fwww.tumblr.com%2Faudio_file%2Frivrview%2F46723297440%2Ftumblr_mbg6vgqoRm1qb0ljx" frameborder="0" allowtransparency="true" scrolling="no" width="500" height="85"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://alcalino.tumblr.com/post/32976191645/that-the-wind-when-it-blows-it-is-older-than"&gt;alcalino&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;that the wind, when it blows,&lt;/span&gt;&lt;br/&gt;&lt;span&gt;it is older than rome and our joy and our sorrow.. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/46723297440</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/46723297440</guid><pubDate>Sat, 30 Mar 2013 23:19:20 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 34 (ii)</title><description>&lt;p&gt;chovia (a chuva lembrou-me nick por mais tempo do que eu consiga lembrar).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nick vestia sua velha regata e, como se o mundo trabalhasse contra minha intenção, meu par de calças favoritas. eu estava descalça, com os calcanhares pintados e um apartamento cheio de luz. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- tenho te visto todas as tardes à dez dias e em todas tentei lhe dizer adeus. é provável que eu nunca consiga de fato, mas, hoje, quando o sol me acordou e o edredon roçou a cicatriz em meu braço, percebi que, talvez, só lhe dizer isso seja o bastante. dizer que tenho tentado me despedir, mesmo que não consigua.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;nick me olhava em silêncio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- você não foi meu primeiro carinho, mas foi o primeiro amor. amei-te sem nenhum medo ou comparação. sinto que você vai estar sempre em mim, mas mesmo assim preciso me despedir. preciso por todo sorriso que ainda quero sentir. consegue entender?&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/45448696678</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/45448696678</guid><pubDate>Fri, 15 Mar 2013 19:32:00 -0300</pubDate></item><item><title>burning-soul:

 ice962
</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/7e101a9444e25180e493d7ef8e2a2b1d/tumblr_mhi02wQSaY1qzmz4co1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;a class="tumblr_blog" href="http://burning-soul.tumblr.com/post/41949778074/ice962"&gt;burning-soul&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong class="username" id="yui_3_7_3_3_1359642230447_1418"&gt; &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/30284035@N07/" id="yui_3_7_3_3_1359642230447_1417"&gt;ice962&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/43828477376</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/43828477376</guid><pubDate>Sat, 23 Feb 2013 16:30:50 -0400</pubDate></item><item><title>Capítulo 35</title><description>&lt;p&gt;Garrel tinha amigos elétricos, gritantes. Uma vez um entrou no apartamento decidido a tornar-se luz. Disse que escutava uma voz mesmo quando tudo fazia silêncio. “Escutem!” Ele disse, “Ela disse que consigo, que vou virar”. E aí se pôs a correr e pular no sofá. Eu ria - era mais um desses amigos que nunca soube o nome, mas sempre amei. Garrel correu até ele e gargalhando, beijou-lhe a bochecha.

 “Você já é luz, amigo. Todos somos.”&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/42780129142</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/42780129142</guid><pubDate>Sun, 10 Feb 2013 16:44:43 -0400</pubDate></item><item><title>Capítulo 34</title><description>&lt;p&gt;Nick nunca me sorriu como eu imaginei que sorria, acabei por perceber. Era tão fruto da minha mente  quanto eu era da dele. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em abril, o disse que tinha pensado muito e que, mesmo que nunca conseguisse, vinha tentando deixar de vivê-lo. Foram dias silenciosos. Seguimos como se eu não tivesse dito nada, mas tinha; e até o passarinho na janela cantava o fim. Nunca nos despedimos de fato. Éramos caso de entrelinhas, de silêncio. Deixou-me no aeroporto com aquele velho sorriso fraco e um beijo com sabor de melancia. Eu sorri, respirei fundo. Era hora de ir e, mesmo que não conseguisse, fui.&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/42779232047</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/42779232047</guid><pubDate>Sun, 10 Feb 2013 16:34:19 -0400</pubDate></item><item><title>Capítulo 33</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Passei o que mais me pareceu um sonho inteiro brincando de fazer sombras na pele descoberta de Garrel antes dele acordar. Abriu os olhos, vermelhos, e sorriu.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Que é que você tá pensando agora?” Pergunta.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Que as tuas costas são o espaço exato da minha árvore favorita”&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Sorriu e fechou os olhos, outra vez. Imaginei-o sonhando com a árvore que por vezes eu havia lhe descrito. Fazia um sol bonito, daqueles que não vem cheios de calor. Beijei-lhe as pálpebras e pedi que acordasse, que o dia já estava quase indo dormir. Pôs-se sentado na cama, enrolou as pernas no lençol e, tocando-me o rosto, perguntou: “Como foi a primeira vez que você se apaixonou?”&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Respirei o mais fundo que pude antes de começar – esse pensamento sempre me roubava o coração – “Eu tinha combinado de me encontrar com Nick e ele, mais atrasado que o normal, já começava a me deixar irritada. Ligou-me e disse pr’eu ir andando na direção contrária que ele sempre vinha. Fui preparada a dizer que: Querido, você não pode ficar se atrasando tanto assim!, mas andando, o vi lá, do outro lado, caminhando em minha direção. Vestia o que viria a ser meu par de calças favoritos e tinha um violão contra as costas. Parou há uma distância exata de trinta e sete passos de mim e, prestando atenção em seus movimentos, apoiou o violão no chão e me soltou um sorriso cuja lembrança até hoje me faz sorrir de volta. Foi aí. Foi nesse exato segundo que ele me tocou a alma dum jeito tão forte que eu nem sei descrever. Já escrevi milhões de textos sobre esse dia, com medo de um dia esquecer” Garrel ficou em silêncio durante 12 batidas de meu coração acelerado e sorriu. Era bom estar ali.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/31168259826</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/31168259826</guid><pubDate>Sat, 08 Sep 2012 23:21:00 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 32</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Voltei a Paris, certa vez. Stella recitaria três poemas na Clinton e eu queria mais do que tudo estar lá. Fiquei no apartamento de minha mãe, que por hora estava viajando. Era um apartamento bonito, as paredes envolvidas por flores, diplomas e cheiros que eu achava ter esquecido. Não se parecia em nada com os lugares que vim a morar depois que me mudei.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;No meu antigo quarto, achei a regata que costumava ser a favorita, branca, com queimados de cigarro na barra. Coloquei-a para dormir, como fazia antes. &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;O que eu mais gostava naquele lugar era a luz que entrava pela janela. Foi ela que me apaixonou pelo mundo. Senti saudades de Nick. Era esse o problema de Paris e, ainda mais, desse quarto. A mente projetando lembranças dele não importa pra onde eu desviasse o olhar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Garrel entrou. Tinha vindo me acompanhar, conhecer o que eu costumava chamar de Doce-Lar. Tirou a blusa para deitar-se comigo e dormir (era de tarde, mas nesse dia ele também se viu apaixonado pela luz). Mostrei a ele cada uma de minhas lembranças. As paredes, os sentimentos, as cabanas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foi de manhã, quando Garrel ainda nos preparava o café, que a campainha tocou. Fui abri-la ainda com a roupa que havia ido me deitar e me peguei sentido a vertigem que me vinha toda vez que os olhos dele cruzavam com os meus.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;“Tive medo de nunca mais te achar” &lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/25344031118</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/25344031118</guid><pubDate>Mon, 18 Jun 2012 01:29:00 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 31</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O chamávamos de Topo do Mundo e, quando a cidade inteira sucumbia a preguiça, íamos até lá. Levávamos todas as folhas de jornal que conseguíssemos achar e ficávamos sentados lá, entre falas e silêncios, fazendo aviões de jornal com nossos nomes dentro. Cada atirar era um segredo, um pensamento, ou um trago de bebida. Ficávamos lá até a lua dividir o mesmo céu que o sol e então descíamos pra rua, procurando os aviões e acabando com a bebida que havia restado. Nick sempre dedicava cada um de seus aviões achados a uma pinta de meu corpo e Stella os transformava em presentes em formato de chapéu. Já eu, não conseguia nem respirar de tanto que sorria, quem dirá achar um de meus aviões.&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/23388520050</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/23388520050</guid><pubDate>Sun, 20 May 2012 02:24:00 -0300</pubDate></item><item><title>Video</title><description>&lt;iframe width="400" height="299" src="http://www.youtube.com/embed/zQbK9w_L6Zw?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/18233692817</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/18233692817</guid><pubDate>Sat, 25 Feb 2012 01:04:30 -0400</pubDate></item><item><title>Capítulo 30 - Ensaio</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;
&lt;p&gt;Alice tinha os olhos castanhos, azuis e quase sempre lilás. Tinha corpo de menina e alma de quem já viveu. Viveu em mundos longe desse, alegres ou tristes, eu não saberia dizer.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Levou-me para o sul, para o norte e um pouco mais além. Bebemos tinha guaxe até congelar o ser e juramos nosso amor enquanto o sol foi dormir. Ela reluzia e saia para voar. Chamou-me algumas vezes.. Agora está por lá.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[Alice é livre, solta e bordada de estrelas]&lt;/p&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/11237785238</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/11237785238</guid><pubDate>Sun, 09 Oct 2011 16:14:15 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulos 29</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;“Como ele é, pra você?” Garrel me pergunta. Está sentado sob um baixo muro de pedra; Os pés mergulhados no lago onde estou. “Ele tem tons d’um azul tão forte qu&amp;#8217;eu nunca pude realmente ver seus traços. Os pés sempre no ar.. É uma explosão de fogos de artifício e todas as copas de árvores que me cruzam o caminho.” A correnteza brinca com minhas veias e roça-me os anseios “Só não me pergunte como ele é pros outros, porque isso ele nunca foi pra mim”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/6679712938</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/6679712938</guid><pubDate>Sun, 19 Jun 2011 02:21:57 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 28</title><description>&lt;p&gt;Stella está sentada em seu café favorito lendo contos de Poe. Observo-a de longe, sem a intenção de me aproximar; gostava de vê-la quieta, assim, como se nada existisse.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Um homem se aproxima, “Porque és tão quieta?” Ele pergunta. Ela vira outra pagina, olha-lhe nos olhos. “Sou triste.”&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;“Também sou.”&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/6643639130</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/6643639130</guid><pubDate>Sat, 18 Jun 2011 00:16:47 -0300</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_lkajwdovof1qzkhkvo1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/5942162948</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/5942162948</guid><pubDate>Sat, 28 May 2011 18:22:23 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 27</title><description>&lt;p&gt;Querido Nick,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu aceito.&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/3692945687</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/3692945687</guid><pubDate>Sun, 06 Mar 2011 22:21:26 -0400</pubDate></item><item><title>Capítulo 26</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;O meu lugar favorito em toda a Alemanha se chama Insônia. Tem as paredes cor de cinza e todo dia, às 04h06 da manhã, toca “Whe I grow up” do Fever Ray.&lt;br/&gt;Costumávamos ir lá, às terças. Eu, Garrel e seus três amigos (cujos nomes eu nunca soube). Esperávamos o cuco, que ficava na parede perto do bar, cantar seu nome quatro vezes e então bebíamos um vinho barato; que sempre chegava ao fim antes do começo da música.&lt;br/&gt;Também íamos a uma praça, a setenta e cinco passos do Insônia, onde Garrel e seus amigos faziam sua música. Para que todos entendessem que o importante em sua música era tudo, menos as palavras: cantavam em todas as línguas que não fossem o Alemão.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Eu ficava em um banco próximo e vez ou outra um deles vinha dar um trago em minha bebida. Conversava comigo por vinte minutos, ou uma hora. Sempre o suficiente pr’eu entender que a pouca importância que davam às palavras em sua música equilibrava-se com a muita importância que davam a essas em sua vida.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Falavam e falavam e falavam, até que suas almas fluíssem e não precisassem mais se concentrar. &lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/1392193055</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/1392193055</guid><pubDate>Sun, 24 Oct 2010 17:52:01 -0300</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_lab13gsonw1qci8svo1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/1360124183</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/1360124183</guid><pubDate>Wed, 20 Oct 2010 15:36:56 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 25</title><description>&lt;p&gt;O relógio finalmente bate as duas badalas pelas quais tanto anseio  ouvir. Abres a porta.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Tuas mãos guardam cicatrizes tão belas.. És magra, tem a pele alva, e  ainda guarda o cheiro mais fresco do mundo nos cabelos. Leva-me até a  sala; a parede coberta por cartas direcionadas à mim e uma árvore com  folhas em formato de palma &amp;#8220;Ainda pinta?&amp;#8221; pergunto-lhe. &amp;#8220;Ainda guardo um  galho para tuas mãos, sim&amp;#8221;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Posso ver borros de tinta em teus pés. Vertigem sobe-me a espinha. Se ao  menos soubesse o quanto queria lhe dar o sol..&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/772129448</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/772129448</guid><pubDate>Mon, 05 Jul 2010 05:19:49 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 24</title><description>&lt;p&gt;Pequena Sarah,&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Há cinco dias venho até tua porta; sempre às duas da manhã, como nos era  de costume, mas não tenho coragem de bater. Pensamentos sobre como não  moras mais aqui me corroem e posso, até mesmo, vê-la embarcando em um  avião. Cada dia dói-me mais aquela dor que só teu sorriso sabe curar..  Pergunto-me se a dor me desconfigurou tanto o rosto que não me  reconheceria mais. Ou se só se esqueceu.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Sonhos e goles de um vinho barato,&lt;br/&gt; Nick&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/772125821</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/772125821</guid><pubDate>Mon, 05 Jul 2010 05:18:00 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 23</title><description>&lt;p&gt;Embarco no trem. Nada além de meus cigarros cobertos por desenhos d&amp;#8217;uma  tinta ainda fresca me acompanha. O trem é enorme, mas a cabine é  pequena; apesar de só ter um outro alguém, me resta apenas um lugar. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; O sol escorrega pela janela, já estamos a três horas da frança. Ele  ainda não travou nenhum contato visual, lê A Metamorfose de Kafka.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - Se incomoda s&amp;#8217;eu fumar? - Digo após um trago.&lt;br/&gt; - Ora, sinta-se a vontade. Contanto que estes desenhos não a matem em  minha presença.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Pressionei o cigarro contra o punho de meu casaco, apagando-o. Tinham  sido dias muito azuis, como já diziam os cortes; Alias, tive os cortes  pois não há nada melhor que um pouco de vermelho num dia azul.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - O que a trouxe a esse trem? - Ele me pergunta, repousando o livro sob o  banco.&lt;br/&gt; Sorrio - Vou á Alemanha buscar uma nova inspiração.&lt;br/&gt; - Que há de ruim na velha?&lt;br/&gt; - Nada. Alias, é a melhor inspiração do mundo; mas só foi assim pra  mim.. E você, que o trouxe a um trem a caminho da Alemanha?&lt;br/&gt; - Eu vou a Alemanha como quem vai a qualquer outro lugar. Tem sido assim  há muito tempo e agora só procuro um tom que me faça parar.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Quando caiu no sono, as paginas de teu livro me contaram seu nome.  Chamava-se Garrel.&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/667391412</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/667391412</guid><pubDate>Sat, 05 Jun 2010 17:12:42 -0300</pubDate></item><item><title>Capítulo 22</title><description>&lt;p&gt;Olho-te e o espaço entre nós é tão grande qu’eu poderia cair. Como era   mesmo que nossos suspiros conseguiam se encontrar? Sorrio. É um sorriso   torto, mas sabes que é só teu. Pr’onde foi o agora? Pr’onde foram todos   os estalos? (Nick lembrava-se de tudo, mas minhas memórias haviam   transbordado.. Caíram em um parapeito qualquer). &lt;br/&gt;&lt;br/&gt; Deixamos nossos  corpos descansando sob algumas folhas secas. Em minha  mente, estávamos  no ártico. Na tua, em um colchão cor de leite.  Olhei-te mais uma vez e  pude ver teus lábios todos cheios de sol -  tanto sol que escorregaram  até os meus.&lt;/p&gt;</description><link>http://rivrview.tumblr.com/post/626131276</link><guid>http://rivrview.tumblr.com/post/626131276</guid><pubDate>Sun, 23 May 2010 18:57:09 -0300</pubDate></item></channel></rss>
